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Tuberculose canina: causas, tratamento e prevenção

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A tuberculose representou um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil e no mundo no século XVIII. Até então sem cura, muitos morriam em decorrência de complicações causadas por essa infecção que afeta mais frequentemente os pulmões, ainda que possa estar presente em outras regiões do organismo. Atualmente, a doença possui tratamento, mas que precisa ser seguido rigorosamente para eliminar as bactérias por completo.

O que muitos não sabem é que cães também podem contrair a tuberculose e, inclusive, transmiti-la entre si e para os humanos, o que a classifica como uma zoonose. Ainda que sua ocorrência em cachorros seja considerada rara, a prevenção é necessária, assim como a identificação correta dos primeiros sintomas e a administração do tratamento adequado.

Tuberculose canina: causas e transmissão

Essa patologia é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, tanto em humanos como em animais. Porém, por possuir diversos subtipos, alguns atacam animais com mais frequência do que costumam afetar humanos, a exemplo da Mycobacterium bovis, muito encontrada em bovinos, mas que também pode afetar cães. Aves, répteis e mamíferos são os grupos que normalmente são acometidos pela doença. Assim como cães infectados oferecem risco à saúde do ser humano, um ser humano tuberculoso também pode contaminar seu animal.

De maneira geral, a principal causa da tuberculose se encontra na transmissão das bactérias através do ar e do toque, uma vez que a maior concentração das bactérias causadoras da doença fica na região pulmonar. Quando o animal tosse, algumas das bactérias presentes nos pulmões são liberadas no ar, juntamente com as gotículas de saliva, podendo ser inaladas pelos donos do animal ou outros cães que convivam com ele.

Tocar a região da boca e do nariz do animal com mãos nuas e depois levá-las próximas ao rosto também é outra maneira de fazer com que seu sistema respiratório entre em contato com o agente infeccioso e contraia a doença. O consumo do leite de uma vaca que tenha contraído a Mycobacterium bovis também é outra maneira de transmitir a doença aos seres humanos e seus animais de estimação.

Percebendo os sintomas da tuberculose canina

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Para cuidar do seu cachorro e dar a ele o tratamento adequado em casos de tuberculose, é preciso saber identificar corretamente os primeiros sinais de aparecimento da doença, para que ele possa ser levado ao veterinário visando a obtenção de um diagnóstico mais preciso. Diferentemente do que costuma ocorrer com o ser humano, os sinais da presença da tuberculose em cães podem passar despercebidos.

Isso porque as bactérias tendem a se concentrar não somente nos pulmões do animal, causando a conhecida tosse tuberculosa, mas em outras regiões, como rins, ossos e meninges, o que limita o número de sinais aparentes que seu cão pode dar para indicar que está sofrendo da doença. Por isso, fique atento e não espere a manifestação da tosse para buscar auxílio médico em caso de suspeita da doença.

Os principais sintomas da tuberculose canina são:

  • Tosse seca e persistente quando as bactérias se concentram nos pulmões.
  • Tosse que apresente sangue e pus.
  • Evitar a atividade física e as brincadeiras, por sentir desconforto nos ossos.
  • Emagrecimento sensível sem causa aparente.
  • Dispneia aparente, com respiração curta e rápida.
  • Prostração.
  • Estado febril ou febre alta.
  • Maior ingestão de água do que o normal.

Ainda que seu cão apresente todos ou alguns dos sintomas citados acima, eles ainda podem ser indicativos de outros males. Por isso, nunca inicie a administração de medicação sem uma avaliação veterinária completa e prescrição do remédio.

Tuberculose canina: diagnóstico

Esta etapa só pode ser realizada por um médico veterinário capacitado, através de um exame clínico completo no animal, que será seguido de uma série de exames laboratoriais completos para identificar a existência ou não da Mycobacterium tuberculosis no organismo do seu cãozinho. De maneira geral, o teste de Mantoux, um dos exames mais confiáveis para diagnosticar a tuberculose em humanos, não é tão utilizado em cães. Por isso, outros testes de apoio são empregados para precisar a avaliação, como radiografia dos pulmões, hemograma e coleta de fluídos para avaliação laboratorial.

Apenas depois de uma avaliação completa do animal com os resultados dos exames em mãos, será feita recomendação de tratamento para a tuberculose, que deve ser seguido de maneira rigorosa para evitar que surjam bactérias resistentes aos medicamentos, dificultando a cura e a administração de soluções alternativas.

Tratando a tuberculose em cães

A terapia de medicamentos é o método de tratamento mais propagado quando o assunto é erradicar a tuberculose canina, que costuma durar um longo período de tempo até que o cão possa ser considerado curado da infecção. Ainda assim, durante o período de tratamento, o animal pode continuar sendo um risco de transmissão para outros pets e seu dono. Por isso, a eutanásia do bichinho é uma das opções apresentadas pelo veterinário em caso de tuberculose canina.

Porém, com os cuidados certos para com o animal, como afastá-lo dos demais pelo período que durar o tratamento, ter cuidado para não tocar ou inalar secreções que possam conter a bactéria causadora da doença e evitar lambidas do cão, é possível curá-lo da patologia sem precisar sacrificá-lo. Siga sempre todas as recomendações médicas para que o tratamento seja o mais efetivo possível.

Após curá-lo, é importante saber as maneiras de prevenir-se que isso ocorra novamente com ele ou com outros animais que você possa ter,

Prevenção e prognóstico

Ainda que a tuberculose em cães seja considerada uma das zoonoses mais raras das quais se tem conhecimento, é importante prevenir, uma vez que não existem vacinas contra essa infecção quando ela acontece em cães. Dentre as principais medidas para evitar que o seu cãozinho contraia a tuberculose canina, estão:

  • Se alguém da família foi diagnosticado com a doença, evite que os animais entrem em contato com ela até que ela esteja livre da infecção.
  • Evite contato do seu cachorro com animais estranhos dos quais não se sabe o histórico de doenças.
  • Não dê leite não fervido ou pasteurizado e vísceras como alimento ao seu cão.
  • Caso a carne faça parte do cardápio do seu pet, ofereça-a sempre cozida e nunca crua.

A vida de cães que contraíram a doença pode ser levada normalmente após a finalização do tratamento medicamentoso. Entretanto, é altamente recomendado que a frequência das idas ao veterinário aumentem e que se façam exames específicos para identificar a bactéria sempre que possível.

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