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Leptospirose em cachorros: sintomas e tratamento

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Lepstopirose em cachorros

A leptospirose é uma infecção bacteriais, que pode ser adquirida por cães quando subespécies de patógenos penetram a pele. Essas bactérias entram na corrente sanguíneas para espalharem-se para o corpo.

Tratam-se de bactérias em formato espiral, capazes de entrar no corpo humano em função de seu formato espiral. A leptospirose espalha-se pelo corpo, reproduzindo-se nos rins, no fígado, no sistema nervoso central, nos olhos e no sistema reprodutivo.

Logo após a infecção inicial, febres e inflamações desenvolvem-se. A leptospirose triunfa em cães com o sistema imunológico já afetado. É possível que um bom sistema imunológico seja capaz de eliminar totalmente a infecção. Mesmo assim, um cão que foi uma vez infectado pode espalhar a doença através da urina, podendo atingir outros cães.

Por isso, trata-se de um problema significativo, que envolve a saúde pública tanto de cães, quanto de humanos. A leptospirose é potencialmente fatal, e pode ser transmitida entre diferentes espécies de animais.

Sintomas da leptospirose

Entre os principais sintomas da leptospirose, destacam-se:

  • Febre repentina;
  • Músculos doloridos e dificuldade para locomover-se;
  • Rigidez perceptível nos músculos, especialmente nas pernas;
  • Tremores;
  • Depressão;
  • Falta de apetite;
  • Sede aumentada e excesso de urina podem indicar problemas renais resultantes da condição;
  • Vômitos – acompanhados ou não de sangue;
  • Diarreia – acompanhada ou não de sangue;
  • Pele e branco dos olhos amarelados;
  • Tosse recorrente;
  • Dificuldade ao respirar;
  • Nariz escorrendo frequentemente;

Causas da leptospirose

A leptospirose é mais comum em ambientes subtropicais, tropicais ou úmidos – o que significa que o Brasil é um risco potencial para o problema. A bactéria espalha-se especialmente bem em superfícies de água parada – o que torna ambientes de inundações mais arriscados.

É através da água e de solos úmidos que cães costumam adquirir a doença, especialmente quando um rato infectado já entrou em contato com o ambiente em questão. Em ambientes urbanos, a urina de ratos é um dos maiores vetores de transmissão da doença.

Diagnóstico

Em função do caráter contagioso da leptospirose em humanos, é extremamente importante levar o cão ao veterinário assim que houver desconfiança da doença. É necessário ter cuidado ao lidar com o animal, para evitar contágio. Todos os fluidos expelidos pelo animal terão risco de contágio, o que torna necessário isolar estes fluidos.

O profissional deverá solicitar um exame de sangue com contagem de células e análise da urina. Estes testes deverão revelar se há a presença das bactérias no organismo. Caso positivo, também será testada a capacidade do sistema imunológico de combater a infecção, ao medir a presença de anticorpos na corrente sanguínea. Este exame clínico auxiliarão a identificar a presença da condição e o nível de contágio, o que é essencial para o tratamento.

Tratamento da leptospirose

Cães que já desenvolveram a doença de forma aguda devem ser hospitalizados e isolados. O tratamento primário é uma terapia de fluidos para reverter os efeitos da desidratação, incluindo remédios que evitem vômitos.

Se o cão estiver incapaz de ingerir alimentos, pode-se utilizar um tubo gástrico ou nutrição intravenosa para garantir nutrientes para o animal. Em casos ainda mais graves, quando há hemorragia, é possível que uma transfusão sanguínea seja necessária.

Além disso, antibióticos específicos serão necessários. Por isso, é necessário que um bom diagnóstico seja realizado, evitando medicações genéricas que ofereçam sobrecarga aos rins sem a efetividade necessária. Em geral, o tratamento com antibióticos dura ao menos quatro semanas.

Embora os efeitos da doença e os efeitos colaterais possam ser graves, o prognóstico tende a ser positivo. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, menos traumático é o tratamento, evitando danos graves a órgãos vitais do corpo. Quando antibióticos de efeitos mais profundos são utilizados, os efeitos colaterais costumam ser bastante incômodos. Por isso, é necessário informar-se adequadamente com o responsável pela saúde do cão para que você saiba lidar com estes efeitos.


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