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Esporotricose em cachorros

Esporotricose em cachorros: causas, sintomas e tratamentos

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Normalmente, são inúmeros os riscos que os cachorros correm quando possuem acesso à rua, onde sempre se fala sobre envenenamento, atropelamentos, crueldade pelas pessoas e inúmeras doenças. Assim, diante de tantas doenças, pode-se encontrar a esporotricose.

A esporotricose é conhecida como uma doença que atinge tanto o cachorro como seres humanos, sendo com isso caracterizado como zoonose, onde o agente transmissor principal é o Sporothrix schenckii, o qual é um fungo que utiliza das feridas do cachorro como um meio para entrar no organismo.

Sendo considerada ainda como uma micose muito profunda, a esporotricose pode causar lesões e ferimentos de diversos graus de severidade pelo corpo do cachorro, onde a doença afeta o tecido subcutâneo, a pele, os vasos linfáticos e, em situações mais graves, os órgãos internos.

Esporotricose em cachorros

Como acontece a transmissão da esporotricose?

Além da forma de transmissão pela entrada do fungo em algum ferimento aberto no cachorro, a esporotricose pode ainda ser transmitida por animais que estejam saudáveis.

Um dos principais exemplos disso são as unhas dos cachorros, as quais podem ser uma fonte de acúmulo de fungos, onde coloca quem é arranhado por eles em perigo, o que torna necessário a higienização do cachorro de maneira periódica.

Geralmente, o fungo que transmite a doença pode se adaptar melhor em locais mais quentes, sendo muito comum ocorrer em regiões tropicais ou temperadas, sendo encontrados ainda em inúmeros lugares, como terra, jardinas ou matas, além de lugares que não tem muita higiene, como lixões.

Assim, tal fungo é comum ser encontrado na natureza, principalmente em roseiras, musgo, arbusto, vegetais, palhas, madeiras, entre outros, em que uma vez contaminado, o cachorro pode voltar para a casa e transmitir a doença para outros animais ou para seres humanos.

Um dos primeiros casos que foram registrados em cachorros surgiram no final dos anos de 1990, onde antes era mais comum ocorrer em jardineiros, floristas e trabalhadores rurais, em que pessoas que trabalham com plantas e solos estão mais expostas a doença.

Quanto aos cachorros, a contaminação é bastante comum por ocorrer em casos de brigas territoriais, por comidas, em períodos de acasalamento e ainda no contato com as plantas, em que os cachorros são capazes de transmitirem a doença sem mesmo apresentarem algum sintoma.

No entanto, se você possui cachorro em casa e suspeita que ele se encontre com a doença esporotricose, jamais abandone o seu animal e nem o sacrifique, pois se pode encontrar tratamento para a doença.

Quais os principais sintomas da esporotricose?

Em relação aos principais sintomas da esporotricose, saiba que eles dão início a manifestação da mesma forma tanto para cachorros como gatos, surgindo assim lesões na pele, especialmente na área da cabeça e nas extremidades, onde tal ferida pode sofrer inflamação e acabar resultando no surgimento de pus.

Dessa forma, sobre a patologia, ela pode ocorrer de três manifestações diferentes, as quais são:

  • A cutânea, onde os nódulos podem aparecer em pontos muito específicos na pele do cachorro;
  • A cutânea linfática, em que essa infecção normalmente progride da fase cutânea, passando a atingir o sistema linfático, onde transporta os líquidos para o sistema circulatório do cachorro;
  • E a disseminada, em que nesse estágio a doença já começa a atingir os órgãos interno do cachorro.

Já no caso dos principais sintomas da esporotricose, eles são:

  • Queda de pelo;
  • Nódulos bastante firme na pele do cachorro;
  • Perda de apetite;
  • Febre;
  • Surgimento de úlceras na cabeça e orelhas;
  • Pele ressecada;
  • Vômitos.

No entanto, quando a esporotricose chega na fase disseminada, o cachorro pode começar a apresentar outros tipos de problemas, como:

  • Distúrbios gastrointestinais;
  • Problemas respiratórios;
  • Dificuldade de se movimentar.

Esporotricose em cachorros

Diagnóstico e tratamento da esporotricose

É bastante comum que essa patologia seja confundida com facilidade com outras doenças e, por isso, é necessário que um veterinário realize um diagnóstico que seja muito preciso.

Geralmente, os exames mais comuns que são feitos são as biópsias, exames de sangue e a raspagem da pele do cachorro, o que garante que o veterinário possa analisar todo o tecido cutâneo por meio de um microscópio.

No entanto, é preciso que o dono do cachorro tenha certos cuidados especiais com o cachorro infectado, como:

  • Realizar a desinfecção do ambiente por meio de um hipoclorito de sódio e sob a orientação de um veterinário;
  • Deixar o cachorro doente isolado de outros pets saudáveis;
  • Sempre usar luvas descartáveis quando for tocar no cachorro doente;
  • Realizar uma assepsia em todos os membros da família e pessoas que entraram em contato com o cachorro doente;
  • E, infelizmente, caso o cachorro venha a falecer, é importante que ele não seja enterrado em qualquer tipo de lugar, pois pode ocasionar em um novo foco da doença. Assim, a melhor opção é a cremação.

Segundo alguns veterinários, o medicamento antifúngico é sempre o recomendado para o tratamento do cachorro, sendo encontrado em forma de cápsulas, pasta oral, suspensão ou em xarope.

Porém, é preciso que você tenha atenção, pois é necessário saber administrar esse medicamente com cuidado e a posologia adequada para cada animal deve sempre ser prescrita por um veterinário da sua confiança, onde o profissional irá avaliar o peso, a idade e o estágio da doença do seu cachorro.

Uma das principais formas de prevenção, segundo os veterinários, é que se realize a castração do seu cachorro, sendo essa uma forma eficiente de reduzir a chance de expor ele à doença, além de minimizar a disposição dele querer sair de casa e de se reproduzir.

Vale lembrar ainda que o prognóstico da esporotricose deve ser feito o mais rápido possível para se iniciar o tratamento correto, pois podem existir recidivas, mas, normalmente se encontram associadas ao uso incorreto do remédio.

Dessa forma, você nunca deve em momento algum medicar o seu cachorro sem a supervisão do veterinário, pois essa é uma atitude que pode até parecer solucionar o problema naquele momento, porém, sempre piora a saúde do cachorro futuramente.

Portanto, se você ama o seu cachorro e cuida dele, saiba que a esporotricose pode ser fatal quando não tratada de forma correta e logo no começo dos sintomas, possuindo cura com o uso de antifúngicos indicados sob a orientação de um veterinário de forma oral ou injetados, além do uso de suplementos e vitaminas.


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