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Cachorro afogado

Cachorro afogado: primeiros socorros

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Seja uma escorregada na piscina, os filhotes tentando tomar água em bacias grandes, a falta de equilíbrio e até mesmo a curiosidade, sempre podem acabar ocasionando no fato do dono encontrar o cachorro afogado.

Assim, a medida mais eficaz é sempre a prevenção. Mas, se o acidente de afogamento já aconteceu, é preciso então agir de forma rápida, pois cada minuto é vital para um cão que se encontra nessa situação.

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Por isso, procure manter a calma e com agilidade tire o cachorro da água e o leve para um local seguro, onde depois dos primeiros socorros, você deve procurar por um médico veterinário mesmo que o cão já pareça estar bem, pois os problemas respiratórios que podem acontecer sempre começam depois de 24 horas.

Primeiros socorros para cachorro afogado

Após você conseguir tirar o cachorro afogado da água, é preciso que você o coloque uma superfície segura, onde nessa situação, o momento deve ser da retirada de água da traqueia, pulmões e da boca do cão.

Para realizar isso, procure segurar o cachorro pelo quadril e vire-o de cabeça para baixo, sempre balançando o seu corpo, e se possível, peça para uma pessoa aplicar alguns golpes mais firmes nos dois lados do peito do cachorro.

Veja também – Primeiros socorros para cães engasgados: saiba o que fazer

Mas, caso o seu cachorro seja grande demais para ser levantado, vire-o de lado em uma superfície que deixe a cabeça do cão mais baixa que o seu corpo, e com isso, coloque a sua mão após a última costela, pressionando até quatro vezes em direção a cabeça dele, e espere por alguns segundos a sua reação.

No entanto, mesmo realizando isso, e o cachorro não volte a respirar, então você deve realizar uma respiração artificial, em que você deve tampar a boca do cão e assoprar duas vezes seguidas nas narinas dele.

Assim, em seguida, você deve notar se ocorreu uma expansão no peito do cão, e caso ele não tenha esbanjado nenhuma reação, então você deve continuar assoprando até que ele volte a respirar sozinho, onde a dica é que você procure dar de quinze a vinte sopros por minuto.

Além disso, procure verificar ainda os batimentos cardíacos do cachorro, pois se não existir, é necessário que haja uma ressuscitação cardiopulmonar no momento que alguém esteja levando o cachorro para o veterinário.

Com isso, para manter a temperatura do cachorro, procure enrolar no corpo dele uma toalha ou um lençol, em que tais técnicas são auxiliares junto ao tratamento que necessita ser terminado por um veterinário. Assim, depois de realiza-las, busque uma ajuda médica rapidamente.

Tipos e sintomas dos afogamentos de cachorro

Geralmente podem-se encontrar três fases de um afogamento típico, as quais são:

  1. A primeira é a de prender a respiração quando se nada e se encontra em movimento, em que nesse caso acaba se produzindo a aspiração da água, afogamento e uma luta para respirar.

Com isso, em seguida, ocorrem os vômitos e a parada da circulação, levando a morte.

  1. No caso da aspiração de água doce, se conduz um colapso das células respiratórias junto com uma possível pneumonia infecciosa. Mas, por outro lado, no em relação a água do mar, essa entra nos pulmões e nos alvéolos devido ao fato do cachorro não possuir oxigênio suficiente.
  2. A última fase é o tempo de submersão, onde a temperatura da água e o tipo onde o cachorro se encontra mergulhando, pode afetar de forma significativa os seus órgãos.

Quanto aos sintomas de afogamento do cachorro, eles podem se destacar na pele e as gengivas azuladas, além de tosse com expectoração com espuma, podendo variar ainda para uma cor vermelha clara.

Além disso, ocorre ainda uma parada da respiração ou uma dificuldade na respiração, um chiado, o qual é um som no peito profundo, vômitos, diminuição ou aumento da taxa dos batimentos cardíacos, e até mesmo, o fato do coração parar de bater.

Já no caso de algumas das causas de afogamento que acontecem com cachorros, essas podem se relacionar com a negligência dos seus donos, em que as precauções de segurança acabam sendo inadequadas ou então o cachorro é um filhote, ou inexperiente.

Outros tipos de causas ainda que podem ocorrer é devido ao fato do cachorro se encontrar na água ou nas proximidades na hora de uma convulsão, uma lesão na sua cabeça ou então uma baixa de açúcar no sangue, ritmo cardíaco fora do normal e desmaio.

Tratamento depois do afogamento do cachorro

Após o afofamento do cachorro é preciso que seja removido qualquer obstrução das vias aéreas e realizar a respiração boca a boca no cão no local do próprio acidente, para que assim ele possa depois ser levado imediatamente a um veterinário e ser examinado, onde se pode continuar o tratamento médico.

Geralmente, pode ser que o cachorro tenha que ficar hospitalizado e o oxigênio deva ser administrado, e se ele possuir uma grave hipoxemia, hipercapnia e fadiga respiratória, então pode ser que ele deva também receber alguma assistência respiratória.

Mas, não são muito indicadas a drenagem gravitacional ou então pressões abdominais por conta do risco alto de regurgitação e de uma subsequente aspiração de todo o conteúdo do estômago do cachorro.

Além disso, a fluido terapia é algo essencial para poder trazer novamente os líquidos aos níveis normais de equilíbrio, e se o cachorro não possuir hipotermia, o veterinário irá aquecer um pouco o cachorro por aproximadamente três horas.

Normalmente, os cachorros que se encontram em estado de coma, eles não apresentam um bom prognóstico, além daqueles que precisam de níveis de acidez grave no sangue, de ventilação mecânica ou então de uma reanimação cardiopulmonar.

Dicas para evitar afogamentos de cachorros

  • Procure nunca deixar que o seu cachorro fique sozinho próximo de áreas de risco, ou seja, em piscinas, baldes, rios, lagos, bacias e mares, principalmente se o cão for filhote.
  • Sempre utilize protetor em volta da piscina ou então procure cobrir a piscina com uma rede.
  • Jamais permita que cães epiléticos entrem em piscinas, até mesmo que eles saibam nadar, pois uma convulsão pode descontrolar os movimentos do cão.
  • Quando for sair de casa, sempre deixe o cachorro em um local seguro e longe de recipientes que tenham água, pois um acidente sempre ocorre por inúmeros motivos, e a prevenção é uma das maneiras mais eficientes de salvar a vida do cão.

Mas, o cachorro afogado que fica ou se torna consciente durante todo o processo de socorro, provavelmente irá ter um bom prognóstico, porém, desde que não haja complicações depois e que a atenção ocorra de forma imediata.


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